
Estoque é dinheiro em forma de mercadoria. Cada item parado na prateleira é capital que poderia estar no caixa ou comprando o produto que realmente vende. Por isso, controlar estoque não é tarefa de almoxarifado — é decisão financeira.
Os dois extremos que custam caro
Ruptura: faltou produto
Quando o item acaba, a venda não acontece — e muitas vezes o cliente compra no concorrente e não volta. A ruptura é silenciosa: não aparece no relatório de vendas justamente porque a venda não foi feita.
Excesso: sobrou produto
Comprar demais empata capital de giro, ocupa espaço e aumenta o risco de perda por validade, obsolescência ou avaria. O excesso costuma vir de compras no 'achômetro' ou de promoções de fornecedor mal calculadas.
Indicadores que tiram a decisão do achismo
- Giro de estoque: quantas vezes o estoque se renova em um período.
- Curva ABC: quais itens representam a maior parte do faturamento (e merecem atenção).
- Estoque mínimo e ponto de pedido: o gatilho automático para repor antes de faltar.
- Cobertura de estoque: por quantos dias o estoque atual atende a demanda.
Comece pela curva ABC
Normalmente 20% dos produtos respondem por 80% do faturamento. Controle esses primeiro: defina estoque mínimo, acompanhe o giro e nunca deixe faltar.
Automatizando o reabastecimento
Com cada venda baixando o estoque em tempo real, o sistema sabe exatamente quando um item chegou ao ponto de pedido e sugere a reposição. O comprador deixa de adivinhar e passa a decidir com base em histórico de vendas e sazonalidade.
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